terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Palhaço

o texto é do Mário Crespo... e deve ser a última vez que escreveu um texto


O palhaço

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Palhaçada (mais uma)

Um canibal vai ao mercado para comprar um cérebro para o almoço e vê um vendedor a fazer grande propaganda à qualidade dos cérebros de adeptos de futebol que tem em oferta.
O canibal então pergunta ao homem do mercado:
- Quanto é que custa o cérebro de um Bracarense ?
- Trinta euros o quilo.
- Humm! E tem de sportinguista?
- Sim. Oitenta euros o quilo, é da melhor qualidade.
- E de portista?
- Também tenho, mas pouco. Produto raro, cem euros o quilo e demora mais a fritar.
- E de benfiquista?
- Também há. Quatrocentos euros o quilo.
- O quê? Mas benfiquistas é o que mais há por aí, diz-se que são mais de seis milhões... Como podem ser tão caros??? - Pergunta o canibal, perplexo.
- Por acaso faz ideia da quantidade de benfiquistas que são precisos para se conseguir um quilo de cérebro? - Responde o vendedor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Noivos casam-se em cemitério inglês

Um casal de noivos britânicos decidiu dar uma nova interpretação ao famoso “até que a morte os separe”. Samantha Smyth, de 25 anos, e Paul Adams, de 33, casaram-se num cemitério na cidade de Wisbech (Inglaterra).
A cerimónia gótica foi conduzida por um líder espiritual diante de 40 convidados (vivos).
“É um tipo estranho de lugar, mas é realmente muito bonito, e todos curtiram a cerimónia”, disse Paul.
Em vez do tradicional arroz atirado aos recém-casados, foram lançadas pétalas de flores negras.
Samantha, de família católica, e Paul, de origem protestante, moram a poucos metros do cemitério, onde costumam levar os seus cães para passear. O casal conseguiu uma autorização especial de autoridades para se casar onde os mortos repousam.


Mais uma palhaçada

Send in the Clowns

Isn't it rich?
Are we a pair?
Me here at last on the ground,
You in mid-air.
Send in the clowns.

Isn't it bliss?
Don't you approve?
One who keeps tearing around,
One who can't move.
Where are the clowns?
Send in the clowns.

Just when I'd stopped
Opening doors,
Finally knowing
The one that I wanted was yours,
Making my entrance again
With my usual flair,
Sure of my lines,
No one is there.

Don't you love farce?
My fault, I fear.
I thought that you'd want what I want -
Sorry, my dear.
But where are the clowns?
There ought to be clowns.
Quick, send in the clowns.

What a surprise.
Who could foresee
I'd come to feel about you
What you'd felt about me?
Why only now when i see
That you'd drifted away?
What a surprise.
What a cliché.

Isn't it rich?
Isn't it queer?
Losing my timing this late
In my career?
And where are the clowns?
Quick, send in the clowns.
Don't bother - they're here.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

2.ª Postagem

Mas já que hoje estou virado para os palhaços aqui fica um pequeno vídeo.
Até amanhã...

1.ª postagem

Não isto não é um blogue sobre palhaços.
Nem tão pouco sobre circo - embora que talvez vá parecer um de vez em quando.

Mas o que é que se há-de fazer os bons nomes já estavam escolhidos...